Dois policiais militares, Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima, foram absolvidos pelo Tribunal do Júri na última quinta-feira (30/7) em um caso que envolveu a morte de Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos. A decisão ocorreu após três dias de julgamento no Fórum Criminal da Barra Funda, localizado na zona oeste de São Paulo. Ambos os PMs eram acusados de serem os responsáveis pelos disparos que resultaram na morte do jovem durante uma operação em Paraisópolis.
O incidente ocorreu em 10 de julho de 2025, quando Igor foi morto enquanto já estava rendido durante uma abordagem policial. O Ministério Público (MPSP) argumentava que os dois policiais deveriam ser condenados por homicídio. Durante o julgamento, a acusação sustentou que Renato e Robson foram os responsáveis pelos disparos fatais, enquanto a defesa contestou a validade das provas apresentadas, alegando que os PMs agiram em legítima defesa.
Apesar de os jurados reconhecerem a participação dos policiais na morte de Igor, a maioria decidiu pela absolvição. A juíza Luiza Torggler Silva confirmou o veredicto do júri e determinou a liberação dos dois, que estavam detidos no Presídio Militar Romão Gomes.
Outros dois policiais, Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus, também estão envolvidos no caso e são acusados de colaborar para o crime. O processo referente a esses dois policiais foi separado, e ainda não há uma data definida para o julgamento.
O episódio trágico aconteceu durante uma operação da Rocam em Paraisópolis, onde a equipe policial, composta pelos quatro PMs denunciados, estava em busca de suspeitos de tráfico de drogas que se esconderam em uma residência na Rua Rudolf Lotze. Inicialmente, a Polícia Militar relatou que os agentes realizavam patrulhamento na área quando receberam informações sobre indivíduos armados com fuzis. Ao chegarem ao local, perceberam uma movimentação intensa e tentativas de fuga.
Na confusão, um dos suspeitos foi baleado e morreu no local, enquanto os outros três foram detidos. Foram apreendidos armas de fogo, munições, entorpecentes e anotações relacionadas ao tráfico. Posteriormente, a polícia afirmou que a operação tinha como objetivo investigar a possível existência de uma casa-bomba na região, mas o local mencionado não foi encontrado.