A Polícia Civil confirmou a identidade de Marcelino Izidio dos Santos, de 58 anos, como a vítima fatal de um incidente ocorrido Em Santos, no Litoral de São Paulo. O homem, que vivia em situação de rua e era conhecido pelo apelido de "Barba", foi atingido por uma árvore que caiu devido a ventos de 100 km/h registrados na região nesta quarta-feira (29/7). O corpo foi submetido a exames necroscópico, toxicológico e papiloscópico, realizados pelo Instituto de Identificação "Ricardo Gumbleton Daunt", que possibilitaram o reconhecimento por meio de impressões digitais.
A ocorrência foi registrada após o homem ser encontrado sem documentos e cair dentro do Canal 5. De acordo com o delegado Wagner Gouveia, uma outra pessoa em situação de rua tentou resgatar Marcelino, mas ele não sobreviveu aos ferimentos. O caso está sendo investigado como morte suspeita, sob a supervisão da Polícia Civil.
A morte de Marcelino ocorreu em meio a um alerta severo emitido pela Defesa Civil, que previa ventos de até 90 km/h na Baixada Santista e na Grande São Paulo. No entanto, a situação superou as expectativas, com a cidade de Itanhaém registrando rajadas de vento de até 103 km/h às 12h30. O órgão de Defesa Civil orientou a população a buscar abrigo e evitar ficar em áreas abertas, especialmente sob árvores e postes.
Além de Marcelino, outras duas pessoas também perderam a vida devido à ventania no litoral paulista. Em Cesário Lange, a queda de uma árvore resultou na morte de uma pessoa, enquanto em São Sebastião, uma embarcação de pesca naufragou, levando à morte de um homem de 50 anos. Este último chegou a ser socorrido pelo Samu, mas faleceu durante o atendimento.
As rajadas de vento intensas mobilizaram equipes do gabinete de crise da Defesa Civil, que monitoraram os estragos na região. Em Santos, as rajadas atingiram impressionantes 111,8 km/h, causando uma série de danos. Foram registradas 18 quedas de árvores, além de um poste e um galho de grande porte em diversos bairros.
Os ventos também provocaram destelhamentos em imóveis, um ginásio esportivo e duas policlínicas, além de danos à estrutura da Receita Federal e a queda de um sobrado de madeira. Os impactos se estenderam ao trânsito, com ruas sendo interditadas em função das quedas de árvores e postes, e semáforos apresentando problemas em vários cruzamentos. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) foi acionada para organizar o fluxo de veículos nas áreas afetadas.