O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, continuará em seu cargo, após a suspensão da decisão do ministro André Mendonça que havia determinado seu afastamento. A decisão foi proferida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, nesta quarta-feira (9/9). Além de Andrei, o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, que também estava afastado, mantém sua posição.
A suspensão foi motivada por um processo já em andamento na Advocacia-Geral da União (AGU), que contestava a ordem de afastamento de Mendonça. Fachin ressaltou que a situação anterior ao afastamento volta a valer, embora tenha destacado a complexidade do cenário, marcado por conflitos e sobreposições processuais que poderiam comprometer a ordem pública e a integridade do STF.
Na sua decisão, que faz parte da Suspensão de Liminar (SL) 1.946, Fachin estipulou um prazo de 48 horas para que apenas Andrei Rodrigues apresente informações. Após esse período, o presidente do STF tomará uma decisão sobre a permanência do diretor-geral da PF.
Fachin também fez uma declaração em resposta a seus colegas de tribunal, enfatizando a gravidade do quadro em que decisões de ministros estão sendo desafiadas de forma horizontal. Ele comentou que tal situação é preocupante, especialmente considerando que ainda há julgamentos pendentes na Segunda Turma do STF e um pedido de Suspensão de Liminar sob sua apreciação.
"É grave o quadro em que decisões de ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de Suspensão de Liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência", afirmou Fachin, referindo-se às petições 16.704 e 16.669. Essa situação evidencia a necessidade de uma análise cuidadosa e da manutenção da ordem no âmbito do STF.