A peregrinação de prefeitos ao Governo do Estado segue firme. Eles chegam a Curitiba com projetos debaixo do braço, pedidos de recursos e a esperança de voltar para casa com alguma boa notícia.
Mas, para muitos, o roteiro tem sido o mesmo: reuniões, cafezinho, fotos, tapinhas nas costas e nenhuma resposta concreta. Nos bastidores, o clima já ganhou um apelido nada animador: “capela mortuária”. A comparação vem do semblante de quem deixa os gabinetes estaduais, quase sempre sem previsão de recursos e sem qualquer perspectiva de contemplação.
Enquanto isso, obras seguem paradas, demandas se acumulam e os prefeitos retornam aos seus municípios carregando exatamente a mesma pasta que levaram. A única diferença é que a esperança costuma voltar um pouco mais leve.