O Candidato do Democrata à Presidência, Veterinário Wilson Grassi, apresentou uma declaração de bens à Justiça Eleitoral que totaliza R$ 50 milhões. Este valor foi informado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e inclui uma categoria denominada “Outros bens e direitos”, que abrange tanto direitos sobre imóveis quanto participações em sociedades empresariais.
Na declaração, não há discriminação detalhada dos imóveis ou das empresas, sendo o patrimônio listado de forma conjunta. Os bens imóveis são descritos como posse e direitos sobre diversos imóveis financiados por instituições financeiras, enquanto as participações societárias referem-se ao capital social de diferentes empresas.
O patrimônio declarado por Grassi em 2026 é significativamente maior que os R$ 24,6 milhões que ele havia informado em 2024, ano em que concorreu a uma vaga de vereador em São Paulo pelo PRTB. Naquela ocasião, seu patrimônio estava dividido entre residências, apartamentos e um Jeep Compass, que foi registrado como “aeronave” na declaração à Justiça Eleitoral.
Em 2022, o candidato também participou da corrida eleitoral, concorrendo a deputado federal por São Paulo pelo PV, e declarou cerca de R$ 9 milhões em bens, conforme as informações de sua declaração anual do Imposto de Renda.
Comparando os valores apresentados por outros candidatos à Presidência e seus respectivos vices, o patrimônio de Grassi figura entre os maiores até o momento. Os dados disponíveis mostram que Romeu Zema, do Novo, declarou R$ 178,7 milhões; Grassi aparece em seguida com R$ 50 milhões; Eduardo Girão, também do Novo, informou R$ 34 milhões; Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, declarou R$ 4,8 milhões; e Geraldo Alckmin, do PSB, R$ 3,3 milhões.
Além deles, outros candidatos possuem patrimônios menores, como Coronel Medina, que declarou R$ 1,6 milhão; Renan Santos, com R$ 795 mil; Suêd Haidar, do Democrata, com R$ 460 mil; Vanessa Portugal, do PSTU, com R$ 280 mil; e Samara Martins, da UP, que registrou R$ 33 mil.