O Partido Liberal (PL) anunciou a destinação de uma significativa quantia de seu fundo eleitoral, conhecido como "fundão", para os deputados federais da sigla que almejam a reeleição ou uma vaga no Senado nas eleições de 2026.
Em conversa com a coluna, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, informou que cada deputado federal que estiver concorrendo receberá R$ 3 milhões do fundo eleitoral. O deputado Bibo Nunes, do PL do Rio Grande do Sul, é um dos que já recebeu a quantia e, além disso, propôs a redução do tempo de inelegibilidade da Ficha Limpa, tendo Giovani Cherini como relator da proposta.
A deputada Roberta Roma (PL-BA), que é esposa do ex-ministro João Roma (PL-BA), também já recebeu R$ 3,1 milhões do PL para sua campanha de reeleição na Bahia. Valdemar destacou que esse valor será igual para os 98 deputados em exercício que buscam a reeleição. "O valor da Roberta vai ser o que todos os 98 deputados de mandato vão receber", afirmou.
Além de Roberta Roma, outros deputados como Bibo Nunes e Giovani Cherini também já foram contemplados com o mesmo montante. Já os deputados Lincoln Portela e Eros Biondini, ambos de Minas Gerais, receberam R$ 2,5 milhões cada um para suas campanhas.
O PL também está investindo em candidatos que não possuem mandato atualmente, repassando mais de R$ 1 milhão a algumas das principais apostas do partido para a Câmara dos Deputados. Dentre esses, destaca-se Padre Kelmon (PL-SP), que recebeu R$ 1,2 milhão e tentará uma vaga na Câmara após ter se candidatado à Presidência em 2022. Kelmon é considerado uma das apostas do PL em São Paulo, especialmente na ausência de figuras proeminentes como Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro.
Outro nome que se destaca é Jair Renan, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que recebeu R$ 1,5 milhão para sua campanha a deputado federal por Santa Catarina. Valdemar esclareceu que o valor destinado aos demais candidatos dependerá do potencial de cada um. "Depende do potencial", completou o dirigente do PL.