José Roberto Arruda, candidato ao governo do Distrito Federal pelo PSD, não fará a indicação de um substituto para sua candidatura. O prazo para essa escolha expirou às 23h59 da última segunda-feira, dia 14 de setembro, restando 20 dias até o primeiro turno das eleições.
A candidatura de Arruda foi rejeitada de forma unânime pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, que já havia declarado sua inelegibilidade no começo do mês. O ex-governador recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral na tentativa de reverter essa decisão e manter sua participação na disputa.
Em entrevista ao SBT News, Arruda demonstrou confiança em sua elegibilidade, afirmando que sua candidatura foi registrada em conformidade com a legislação vigente. Ele fez referência a decisões do Supremo Tribunal Federal, que, segundo ele, reforçam a constitucionalidade da sua candidatura.
O candidato também negou a possibilidade de um 'plano B' e afirmou que está comprometido com sua candidatura. "Não existe ‘plano B’, minha candidatura foi registrada dentro da lei. (…) Eu tô no jogo", declarou Arruda.
A assessoria do candidato confirmou que não há previsão para a indicação de um substituto, o que significa que ele seguirá concorrendo sub judice, uma situação onde o registro de candidatura foi contestado, mas ainda é passível de recurso.
O cientista político Ariel Calmon destacou que o prazo para que o TSE conclua o julgamento pode ser incerto, e que existem dois cenários a serem considerados caso Arruda vença as eleições e tenha sua candidatura indeferida. Ele explicou que, se isso ocorrer, novas eleições serão convocadas. Se o indeferimento acontecer a menos de seis meses do fim do mandato, a eleição será indireta, com a Câmara Legislativa do Distrito Federal escolhendo um governador tampão; caso contrário, novas eleições diretas serão realizadas.