O Senado dos Estados Unidos está prestes a finalizar a análise da indicação de Daniel Perez para a embaixada americana No Brasil. Apesar de uma possível aprovação pelo plenário, Perez ainda precisa do consentimento formal do governo brasileiro, conhecido como agrément, para poder assumir oficialmente a posição.
A votação da indicação de Perez estava prevista para ocorrer na quinta-feira, 6 de agosto. Esse procedimento é uma exigência diplomática essencial para que um embaixador possa representar seu país de maneira oficial.
Atualmente, a solicitação de agrément de Perez está sob avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). Até o momento, não há um prazo definido para que Brasília se pronuncie sobre o pedido, e o governo está analisando a situação em meio a um cenário de relações deterioradas entre Brasil e Estados Unidos.
A indicação de Perez foi anunciada pelo ex-presidente Donald Trump no dia 1º de junho, antes que o governo dos EUA obtivesse formalmente o consentimento do Brasil. Essa ação gerou desconforto no Itamaraty, pois, conforme a tradição diplomática, o pedido de agrément deve ser feito de forma reservada ao país que receberá o representante, antes de qualquer divulgação pública.
O Senado dos Estados Unidos já avançou em seu processo interno. Perez foi sabatinado em 16 de julho e teve sua indicação aprovada pelo Comitê de Relações Exteriores no dia 22 de julho, com uma votação de 13 a 8. Seu nome figura na lista oficial de indicações pendentes do Senado.
Entretanto, mesmo que a confirmação ocorra no Congresso americano, a anuência de Brasília continua sendo necessária. O agrément é o consentimento que o país receptor deve conceder antes da nomeação de um embaixador, conforme estipulado no artigo 4º da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.