O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), apresentou suas propostas para a educação em um evento realizado na zona oeste da capital paulista, no último sábado (22/8). Haddad prometeu "acabar com o terror" que afeta os professores da rede estadual de ensino e anunciou a intenção de dobrar o número de vagas em tempo integral nas escolas do estado.
A campanha do petista tem como objetivo transformar a educação Em São Paulo em um modelo de referência para o Brasil. Para isso, Haddad planeja expandir os Centros de Educação Unificados (CEUs) para regiões do interior, litoral e áreas metropolitanas. Além disso, foram anunciados programas como o Pé de Meia Paulista, voltado para a poupança dos estudantes, e o TotaltecSP, destinado ao fortalecimento do ensino técnico e do Centro Paula Souza.
Em suas declarações, Haddad também abordou a questão cultural, prometendo que teatros e bibliotecas estarão disponíveis para o público. Ele anunciou a criação da SPCine Estadual, inspirada em um programa que implementou enquanto prefeito, com a proposta de levar salas de cinema gratuitas para o interior do estado.
A valorização dos professores foi um ponto central no discurso de Haddad, que se comprometeu a rever o uso de plataformas digitais nas escolas e a eliminar as metas de tempo de tela. O candidato destacou que a dependência excessiva de tecnologia não contribui para a qualidade do ensino e que a proposta de "plataformização" seria prejudicial aos educadores.
Questionado sobre a saúde mental dos professores, Haddad observou que muitos estão enfrentando problemas devido à forma como têm sido tratados, citando a falta de concursos e a pressão gerada por sistemas impostos pela Secretaria da Educação. Ele garantiu que as mudanças começarão no primeiro dia de sua eventual gestão, prometendo um "alívio enorme" para os profissionais da educação e um compromisso coletivo para a recuperação do estado.
Haddad também aproveitou a ocasião para criticar a gestão de Tarcísio de Freitas, ex-governador de São Paulo, especialmente em relação ao modelo de escolas cívico-militares. O candidato afirmou que não ampliará esse modelo, embora as comunidades que já tenham adotado possam optar por mantê-lo. Ele ainda mencionou a necessidade de reavaliar contratos e de abrir espaço orçamentário, uma vez que, segundo ele, a administração anterior deixou as finanças do estado enfraquecidas.