O candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, manifestou nesta segunda-feira (31/8) a necessidade de conceder mais autonomia aos povos indígenas para que possam desenvolver atividades econômicas em suas terras. A declaração foi feita durante uma visita a uma aldeia do povo Paresi, localizada em Mato Grosso, onde ele destacou o exemplo da produção agrícola que os indígenas já realizam em suas propriedades.
Flávio enfatizou que Os Paresi cultivam em larga escala produtos como soja, milho e feijão, e que essa experiência poderia ser replicada em outras comunidades indígenas. A visita, realizada em Campo Novo do Parecis, também serviu para a gravação de material para o programa eleitoral do candidato, que estava acompanhado do deputado federal Zé Medeiros (PL-MT), que concorre ao Senado com seu apoio.
Durante o encontro, lideranças locais relataram um desafio enfrentado pelos produtores indígenas: a dificuldade de acesso a crédito. Eles solicitaram a criação de um fundo garantidor por parte do governo federal, que facilitaria o financiamento para a aquisição de insumos, sementes e equipamentos agrícolas. A impossibilidade de utilizar as terras, que pertencem à União, como garantia em empréstimos bancários foi um ponto destacado pelos representantes indígenas.
Flávio Bolsonaro declarou que Os Paresi são um exemplo do que pode ser feito em outras comunidades indígenas, reiterando a importância de respeitar a autonomia desses povos. Essa preocupação em promover uma maior autonomia econômica para os indígenas já está presente no plano de governo do candidato, que foi submetido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O documento menciona que, caso eleito, Flávio buscará permitir que indígenas e quilombolas tenham a liberdade de decidir sobre as atividades produtivas em suas terras. Adicionalmente, o plano propõe mecanismos de compensação para situações em que haja restrições ao uso econômico dessas áreas.
Flávio afirmou que, se conquistasse a presidência, promoveria uma verdadeira inclusão dos povos indígenas, garantindo que suas necessidades fossem atendidas. Ele também recordou que a defesa desse modelo de produção foi abordada por Jair Bolsonaro em seu primeiro discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2019, quando o então presidente frisou a necessidade de permitir que os indígenas explorassem economicamente suas terras.