Na última segunda-feira (7/9), treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) publicaram uma carta endereçada ao presidente da Corte, Edson Fachin, solicitando uma "apuração rigorosa" a respeito da crise que envolve membros do colegiado. Os ex-ministros consideram a atual situação como a "mais aguda" já enfrentada pelo STF.
No documento, os signatários expressam total confiança na capacidade de Fachin em lidar com a crise. Eles afirmam que o presidente da Corte designará, com urgência, uma sessão pública para que o Pleno do STF determine uma apuração imediata e rigorosa dos graves fatos que têm comprometido a autoridade do tribunal e a confiança da população nas instituições democráticas.
Entre os ex-ministros que assinam a carta estão nomes como Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.
A crise no STF começou após a decisão de retirar o sigilo de parte das investigações da Polícia Federal (PF) relacionadas ao caso Master, que envolve mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição. A divulgação dessas informações intensificou os conflitos internos na Corte.
A retirada do sigilo foi uma medida determinada pelo ministro André Mendonça, que é o relator do caso no Supremo. Em resposta, Moraes fez um pedido a Fachin para iniciar uma investigação contra Mendonça, alegando abuso de autoridade e improbidade. Essa troca de acusações entre os dois ministros agravou ainda mais a crise.
Recentemente, foi revelado que Mendonça teve um encontro com Vorcaro, onde confirmaram uma reunião de cerca de duas horas no dia 14 de março de 2025, em São Paulo. Essa nova informação adiciona mais complexidade à já conturbada situação no STF.