O Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) impôs, nesta terça-feira (13/10), uma pena de 28 anos de prisão ao terceiro réu envolvido na morte da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, conhecida como Mãe Bernadete. O réu, Josevan Dionísio dos Santos, foi considerado responsável pelos disparos que resultaram no assassinato da ativista.
Mãe Bernadete foi morta em 17 de agosto de 2023, em sua residência, localizada no Quilombo Pitanga dos Palmares, no município de Simões Filho. Josevan, que já se encontrava preso preventivamente, deverá cumprir a pena em regime inicial fechado.
De acordo com informações do Ministério Público da Bahia (MPBA), o assassinato foi motivado pela resistência de Mãe Bernadete à atuação do grupo criminoso Bonde do Maluco (BDM) naquela localidade. Este enfrentamento à criminalidade foi um dos fatores que culminaram na tragédia, evidenciando a luta da líder quilombola pela segurança e direitos da sua comunidade.
Antes de Josevan, outros dois acusados já haviam sido julgados e condenados pelo Tribunal do Júri da Comarca de Salvador. Arielson da Conceição dos Santos recebeu uma pena de 40 anos, 5 meses e 22 dias, enquanto Marílio dos Santos foi condenado a 29 anos e 9 meses de reclusão. Ambos também deverão cumprir suas penas em regime fechado. Marílio faleceu dois dias após a sentença.
O julgamento do quarto réu, Sérgio Ferreira de Jesus, está agendado para 21 de outubro de 2026, no Fórum Ruy Barbosa. Por sua vez, o caso de Ydney Carlos Santos de Jesus ainda aguarda o trânsito em julgado da decisão de pronúncia, sem data definida para o julgamento até o momento.