Integrantes do governo do Presidente Lula, que estão envolvidos nas discussões sobre as apostas de quota fixa e sua relação com clubes de futebol, optaram por adiar o debate para após o primeiro turno das eleições, agendado para o próximo domingo, 4 de outubro.
Na semana anterior, o chefe do Palácio do Planalto assinou uma medida provisória que proíbe as apostas de quota fixa no Brasil, o que gerou descontentamento entre os clubes. Em resposta à nova regra, alguns deles chegaram a ameaçar paralisar o Brasileirão como forma de protesto.
A preocupação com a possível paralisação é grande entre os membros do governo, que temem que o tema ganhe mais destaque político em um momento tão próximo da votação. Por esse motivo, a avaliação é de que Lula deve evitar, neste momento, um aprofundamento nas discussões sobre a proibição das bets.
Como já foi noticiado, uma reunião que estava programada para o dia 29 de setembro entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e dirigentes de clubes foi cancelada, após um boicote por parte das equipes. O cancelamento não surpreendeu os auxiliares do presidente, que já percebiam sinais de descontentamento entre os clubes em relação à nova medida.
A expectativa era de que apenas as equipes das Séries B e C comparecessem ao encontro, que contaria com a presença dos ministros Dario Durigan, Paulo Henrique e Bruno Moretti. A avaliação no governo é de que os dirigentes foram influenciados pelas empresas de apostas a não participarem da reunião.
Apesar das tensões, Lula continuará a defender publicamente a proibição das apostas. O presidente já afirmou que o futebol brasileiro “sempre viveu sem as bets” e que o fim das plataformas de apostas esportivas não trará prejuízos ao esporte.