A formação de um ciclone extratropical neste sábado, 22 de agosto, resulta em um expressivo resfriamento das temperaturas no centro-sul do Brasil. À medida que o centro de baixa pressão se afasta do continente, a sua circulação impulsiona uma densa massa de ar frio de origem polar, alterando significativamente o clima após dias quentes na região.
Na Região Sul, o dia amanhece com céu limpo e temperaturas extremamente baixas, próximas de 0ºC. Registros de geada foram observados nas serras gaúcha e catarinense, além do sul paranaense. Apesar da presença do sol durante a tarde, as temperaturas máximas se mantêm baixas e o mar apresenta agitação, com ventos moderados a fortes na costa.
A influência do ar polar se faz sentir também na Região Sudeste, onde a passagem da frente fria associada ao ciclone provoca aumento da nebulosidade e queda acentuada nos termômetros, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e em partes do sul de Minas Gerais. Meteorologistas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ressaltam o forte contraste térmico que se estabelece entre o sul gelado e a faixa central do Brasil.
As madrugadas do domingo, 23, e da segunda-feira, 24, devem continuar a registrar temperaturas baixas no Sul e no Sudeste, com risco de geadas em áreas de maior altitude. A população do centro-sul é aconselhada a se preparar para o frio intenso, enquanto os moradores da faixa central do país devem se manter hidratados devido ao ar seco que prevalece durante as horas mais quentes do dia.
Na costa paulista e fluminense, a garoa fina e o mar agitado interrompem a sequência de dias quentes. Cidades do sul de Mato Grosso do Sul também experimentam uma queda brusca na temperatura, resultando em madrugadas frias. Em contrapartida, áreas ao norte de Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal permanecem sob a proteção de um bloqueio atmosférico, que garante mais um dia ensolarado e quente, com umidade relativa do ar em níveis de atenção.
O bloqueio seco e quente também se faz presente no interior da Região Nordeste, onde as temperaturas permanecem elevadas no sertão e a umidade do ar atinge índices baixos à tarde. Na faixa litorânea nordestina, a umidade proveniente do oceano gera instabilidade, resultando em chuvas fracas e passageiras entre a Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco.