Desesperada, a família de Rodrigo Aparecido Alves Pereira, tutor da cadela, dedicou dias a procurar por Vidinha, que era considerada um membro da família. O tutor relatou que sua filha, de 11 anos, estava profundamente abalada, apresentando febre e dificuldade para se alimentar. Em várias visitas à casa da vizinha, Rodrigo foi recebido com a mesma versão de que o animal havia se perdido, enquanto a mulher e seu marido aparentavam estar cientes do que realmente havia acontecido.
Conforme a investigação avançou, contradições nos depoimentos começaram a surgir. Câmeras de segurança do condomínio registraram o momento em que a vizinha colocou Vidinha em um Fiat Uno, acompanhada por duas funcionárias. Após pressão, a moradora alterou sua versão, alegando que a cadela havia caído na piscina e morrido afogada, e que pediu ajuda para ocultar o corpo.
A equipe da DRCA localizou o cadáver da cadela no matagal, onde estava embalado em um saco branco e envolto em sacos plásticos pretos. A perícia confirmou que Vidinha ainda tinha seus laços presos à pelagem, o que levantou suspeitas de maus-tratos. O corpo foi enviado ao Hospital Veterinário para exames necroscópicos, que determinarão se a causa da morte foi afogamento ou se houve agressão prévia.
O caso gerou grande comoção entre os moradores de Sobradinho, que expressaram sua indignação em uma vigília em frente à casa onde a cadela morreu, clamando por justiça. Rodrigo desabafou sobre a dor de ter perdido um membro da família e de não ter podido dar um enterro digno a Vidinha, que esteve ao seu lado por quase duas décadas. A Polícia Civil continua a investigar as responsabilidades criminais dos envolvidos.