O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, se pronunciou na manhã desta quarta-feira (2/9) sobre a importância de uma investigação clara no caso Dark Horse. Ele pediu a quebra de sigilo nas apurações que envolvem o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e Daniel Vorcaro, do Banco Master. Durante uma vistoria às obras de extensão da Linha 2-Verde do Metrô, Tarcísio destacou que a população brasileira perdeu a confiança nas instituições e que isso só pode ser revertido com a responsabilização adequada dos envolvidos.
"Precisamos passar o Brasil a limpo. A situação atual é insustentável e não podemos ter uma sociedade que se cala. A recuperação da confiança nas instituições não acontecerá no silêncio", afirmou o governador, reforçando seu compromisso com a transparência nas investigações.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma nova quebra de sigilo em relação ao Caso Master, no qual seu aliado Flávio Bolsonaro está implicado, Tarcísio expressou seu apoio a uma apuração completa: "Sou favorável à total transparência, à quebra e à divulgação dos dados". Ele acredita que sua campanha não será impactada pela relação com Flávio Bolsonaro, afirmando que não tem responsabilidade sobre o assunto.
As investigações revelaram que Flávio Bolsonaro estava em busca de financiamento para o filme Dark Horse, que homenageia Jair Bolsonaro, e que contatou Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que foi preso por suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes financeiras e organização criminosa. Tarcísio enfatizou que "ninguém está acima da lei", referindo-se à relação entre Moraes e Vorcaro.
Sobre a investigação da Polícia Federal (PF) que revelou a comunicação entre Moraes e Vorcaro, Tarcísio reiterou a necessidade de um processo legal adequado: "Não podemos presumir nada. Tudo deve ser esclarecido e, se houver responsabilidade, ninguém está acima da lei". Ele também foi questionado sobre a possibilidade de uma renúncia de Moraes, considerando que essa é uma "questão de foro íntimo".
A PF apontou que Vorcaro enviou mensagens a um número atribuído a Moraes dias antes da primeira prisão, prevista para 2025. Essas mensagens, que vieram à tona após a decisão do ministro André Mendonça de levantar o sigilo de parte das investigações, continham pedidos de encontros e reclamações sobre outros envolvidos, além de questionamentos sobre a possibilidade de influência sobre a PF.