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Sobreviventes de abusos sexuais processam herança de Epstein por US$ 6 milhões

Duas mulheres que se identificam como vítimas de crimes sexuais cometidos por Jeffrey Epstein ingressaram com uma ação judicial contra a herança do ex-financista, buscando pelo menos US$ 6 milhões, equivalente a cerca de R$ 32 milhões. O processo foi protocolado no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York nesta terça-feira (15/9) e alega que imagens de abuso sexual infantil envolvendo as autoras estão incluídas no acervo de Epstein.

Além do montante total requerido, a ação também solicita uma indenização de US$ 150 mil para cada membro da classe que venha a ser reconhecido pela Justiça, além de danos compensatórios e punitivos. As autoras pedem que a Justiça determine a criação de um programa para identificar e notificar todas as pessoas que possam estar retratadas no material apreendido.

Identificadas pelos pseudônimos “Jane Doe” e “Amy”, as autoras movem a ação tanto individualmente quanto em nome de uma possível classe de outras vítimas cujas imagens de abuso sexual infantil foram capturadas em propriedades ou dispositivos pertencentes a Epstein. Os réus da ação são Darren K. Indyke, ex-advogado de Epstein, e Richard D. Kahn, ex-contador do financista, processados na condição de co-executores do espólio.

Jeffrey Epstein, bilionário norte-americano, faleceu em 2019 enquanto estava sob custódia em uma prisão em Nova York. Ele se tornou alvo de investigações por exploração sexual de menores e tráfico sexual, tendo se declarado culpado de acusações estaduais em 2008 na Flórida. Após mais de uma década, foi preso novamente em 2019 sob acusações federais de tráfico sexual.

O novo processo não muda as circunstâncias oficiais do caso, mas busca responsabilizar o espólio de Epstein pelos danos alegados e estabelecer um mecanismo para localizar outras possíveis vítimas cujas imagens possam estar presentes no material apreendido.

De acordo com a petição, Jane Doe tinha aproximadamente 12 anos quando Epstein teria obtido fotos dela em que estava parcialmente nua, feitas originalmente para um estudo artístico. O processo afirma que Epstein furtou essas imagens e as manteve para fins sexuais, transportando-as entre estados. Jane Doe diz ter descoberto a situação posteriormente e relata que ainda sofre impactos emocionais.

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