Na última sexta-feira (2/10), durante o clássico contra o Santos, o São Paulo utilizou as placas de publicidade no MorumBis para expressar sua oposição à proibição das apostas no Brasil. As mensagens destacadas foram: “Proibir não é proteger” e “A proibição não acaba com as apostas”.
Essa manifestação ocorre em um contexto em que o São Paulo, junto com outros clubes como Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa, protocolou uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 1º de outubro. Os clubes buscam participar das discussões em torno da Medida Provisória (MP) nº 1.394, editada em 25 de setembro de 2026, que proíbe as plataformas de apostas esportivas no país.
Os clubes argumentam que a proibição das apostas impacta negativamente os patrocínios e acordos de longo prazo, comprometendo o planejamento financeiro das equipes. Por isso, solicitam a suspensão dos efeitos da MP e a criação de um prazo de transição, visto que o período atual para a retirada de patrocínios e publicidades é de apenas 10 dias.
A Medida Provisória nº 1.394, que proíbe as apostas e jogos virtuais online, tem gerado um grande debate entre os clubes de futebol e as federações estaduais, incluindo as de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Apesar de a proibição ser formalizada, a MP será encaminhada ao Congresso Nacional, onde precisará ser votada em até 120 dias na Câmara dos Deputados e no Senado Federal para se tornar uma lei definitiva.
Essa medida afeta diretamente os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, sendo que 14 das 20 equipes da elite contam com patrocínios de casas de apostas. Apenas Bahia, Mirassol, Athletico-PR, RB Bragantino, Internacional e Coritiba não recebem investimentos desse tipo, aumentando a preocupação com a sustentabilidade financeira das demais equipes.