O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou uma proposta de reforma do Banco Central durante um pronunciamento à nação na noite da última quinta-feira, 30 de julho. A proposta tem como objetivo proibir a instituição de financiar gastos públicos, uma prática que, segundo ele, tem sido uma fraude ao permitir a impressão de dinheiro para sustentar a política fiscal do país.
Milei enfatizou que a emissão de dinheiro para cobrir os gastos governamentais tem contribuído para o aumento da inflação na Argentina, caracterizando essa ação como um "imposto inflacionário". Essa prática possibilita um aumento na arrecadação tributária sem a devida autorização do Congresso. O presidente citou um número alarmante para ilustrar a gravidade da situação: a inflação acumulada desde 1935 atingiu a marca de 12.819.532.788.614.400.000%.
Além da proibição do financiamento, a proposta de Milei inclui a implementação de um "grillete fiscal", uma medida que visa impedir a aprovação de orçamentos deficitários. Esta regra estabelece que, caso o resultado fiscal permaneça deficitário por um longo período, o Congresso será obrigado a encontrar maneiras de equilibrar as contas públicas.
Caso o Congresso não consiga atingir esse equilíbrio, será declarado um shutdown, resultando na paralisação das atividades não essenciais do governo. A proposta reflete a intenção de Milei de reformar profundamente a abordagem fiscal do país, buscando um controle mais rigoroso sobre as despesas públicas.
A proposta de reforma do Banco Central é um dos pilares do governo Milei, que tem como prioridade combater a inflação e reverter a situação econômica da Argentina, marcada por anos de instabilidade financeira e fiscal. Com essa medida, espera-se que o país inicie um novo capítulo em sua política econômica, buscando a recuperação e a estabilidade.