O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Militar iniciaram nesta terça-feira (15/9) a Operação Nexus, que tem como objetivo desmantelar uma organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro em Itatiba, no interior paulista. A operação visa desarticular uma estrutura que, segundo as investigações, contava com logística e monitoramento constante das ações policiais na região.
Durante a operação, a Justiça emitiu ordens de prisão para cinco indivíduos, incluindo um traficante identificado como Tim, que é membro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Além dele, um vereador e um policial militar também estão sob investigação, suspeitos de colaborar com o monitoramento das movimentações policiais. Foram expedidas ainda 26 ordens judiciais de busca e apreensão.
Os Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPSP apuraram que Tim liderava um esquema estruturado em cinco núcleos distintos. As investigações revelaram a existência de um sistema de vigilância que operava 24 horas por dia, permitindo ao grupo associado ao tráfico ocultar substâncias ilícitas, dispersar vendedores e interromper temporariamente a venda de drogas em determinados pontos.
Tim foi localizado e preso juntamente com a esposa em um condomínio de alto padrão em Itatiba. Ao longo da apuração, foi identificado que ele adquiriu e negociou mais de 20 veículos de luxo, incluindo marcas conhecidas como Lamborghini, Ferrari e Porsche. Três concessionárias de automóveis, duas localizadas em Itatiba e uma em Campinas, foram alvo de buscas, pois há suspeitas de que esses estabelecimentos serviam como meios para a lavagem de dinheiro do esquema criminoso.
O Gaeco informou que o proprietário das lojas atuava como um banco informal para Tim, com transações que superam R$ 2 milhões. Outro alvo da operação é um vereador de Itatiba, cuja residência e gabinete estão sendo investigados. A apuração investiga a possível conexão do parlamentar com o núcleo de monitoramento do grupo.
A Corregedoria da Policia Militar também participa da operação, cumprindo mandados de busca e apreensão contra um policial militar. Relatórios indicam que este agente tinha uma relação próxima com Tim, o principal alvo da operação. A matéria permanece em atualização.