Abelardo de la Espriella tomou posse como presidente da Colômbia e, em seu discurso, anunciou a retomada da pulverização aérea de plantações de coca utilizando herbicidas. A coca é a matéria-prima para a produção de cocaína e outras drogas. Durante a cerimônia realizada em Cali, no dia 7 de agosto, Espriella declarou que seu objetivo é erradicar os cultivos ilícitos "por todos os meios" e que implementará uma política mais rigorosa no combate ao narcotráfico.
O presidente assegurou que a fumigação será feita com herbicidas de última geração, que, segundo ele, não prejudicam a saúde humana, não contrariam o mandato do Ilustre Tribunal Constitucional e não afetam o meio ambiente. A medida é parte de uma estratégia mais abrangente para fortalecer o controle territorial em regiões onde organizações armadas e grupos relacionados ao tráfico de drogas atuam.
A decisão de retomar as fumigações aéreas marca uma mudança significativa em relação à abordagem do ex-presidente Gustavo Petro, que priorizou durante seu governo a substituição voluntária de cultivos e outras intervenções nas áreas produtoras de coca, em vez de focar na erradicação forçada.
Espriella assume o cargo em um contexto de instabilidade política, já que Petro, seu antecessor, fez acusações sem provas sobre uma suposta fraude eleitoral a favor do novo presidente. Ele não compareceu à cerimônia de posse e convocou manifestações contra o governo de Espriella, demonstrando um clima de tensão política.
Petro expressou preocupação com a possibilidade de uma guerra civil, afirmando: "Estamos diante de uma fraude e de um problema institucional indubitavelmente profundo, que é a posse de um presidente ilegítimo". O resultado das eleições foi apertado, com Espriella recebendo 49,66% dos votos, enquanto Iván Cepeda, candidato de esquerda e aliado de Petro, obteve 48,70%. A diferença entre os dois foi de aproximadamente 250 mil votos.