O deputado federal Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, protocolou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), visando a reabertura da investigação sobre o caso das rachadinhas que envolve Flávio Bolsonaro. Na sua petição, Lindbergh argumenta que novos elementos surgiram, os quais devem ser analisados para verificar possíveis conexões do senador com milícias e organizações criminosas.
A solicitação também inclui a inclusão de Flávio Bolsonaro entre os investigados no inquérito que investiga as ligações entre grupos criminosos e agentes públicos no Rio de Janeiro. Um dos principais elementos novos citados por Lindbergh é o conteúdo de mensagens recuperadas pela Polícia Federal no celular de Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe.
Essas mensagens indicam contatos entre Peixe e uma assessora do gabinete de Flávio antes da destinação de uma emenda parlamentar de R$ 199,9 mil ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), localizado na zona oeste do Rio de Janeiro. O pagamento referente a essa emenda foi realizado em novembro de 2023.
Robson Calixto Fonseca é mencionado na petição como ex-assessor de Domingos Brazão, além de ser parte da estrutura investigada por sua relação com os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes. A petição também destaca a prisão de Peixe, ocorrida em julho de 2026, durante a Operação Emendatio, que investiga suspeitas de desvio de emendas parlamentares.
Além disso, a petição relata outros contatos entre Peixe e a assessora de Flávio. Em fevereiro de 2024, ele teria solicitado ingressos para o desfile das escolas de samba e, em novembro do mesmo ano, procurou novamente o gabinete para discutir recursos destinados ao Ifop.
Lindbergh argumenta que o caso das rachadinhas foi arquivado em 2022 após a anulação de provas, sem que houvesse um julgamento sobre o mérito das acusações. Ele defende que, diante dos novos elementos que foram produzidos independentemente das provas anuladas, é possível retomar a investigação.