Os réus Brendo Washington Souza Santos e Edicarlos Santos Lima da Silva são acusados de assassinar Caio Augusto de Souza, servidor do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), e irão a júri popular nesta terça-feira (1°/9), a partir das 9h, no Tribunal do Júri de Brazlândia. O julgamento acontece após um adiamento anterior, que ocorreu devido à falta de escolta dos policiais penais.
A morte de Caio Augusto ocorreu na noite de 8 de março de 2024, em Brazlândia (DF). As investigações indicam que o homicídio pode ter sido motivado por ciúmes. Na ocasião, a vítima foi até a casa de uma amiga, onde estacionou seu veículo em frente à residência. Testemunhas relataram que Caio pretendia sair com a mulher, mas ela havia combinado um encontro com um dos acusados e não aceitou o convite dele.
Enquanto estava na casa, Brendo e Edicarlos chegaram e decidiram esperar dentro de seu carro, um Honda Civic cinza, com os faróis apagados. Eles observaram a movimentação até que Caio deixou o local em seu Corsa vermelho. Nesse momento, os réus se aproximaram do carro da vítima e efetuaram três disparos, resultando na morte de Caio no local.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) considera que a ação foi premeditada e caracteriza o crime como homicídio qualificado. A motivação torpe, relacionada a ciúmes, e o uso de emboscada foram destacados, pois impediram qualquer chance de defesa por parte da vítima.
Após o crime, Brendo permaneceu foragido por mais de um mês, sendo preso em 29 de abril de 2024, em um hotel em Águas Lindas (GO). Durante a prisão, ele utilizou uma identidade falsa e se apresentou como Brendo Gonçalves Borges Santos. O acusado registrou a ficha do hotel com um nome diferente, além de apresentar uma CNH digital pertencente a outra pessoa e pagar a estadia com uma chave Pix de um terceiro.
Edicarlos, por sua vez, foi condenado apenas em outubro de 2025, após a conclusão das investigações pertinentes ao caso. O julgamento de hoje marcará um desdobramento importante na busca por justiça pela morte de Caio Augusto.