O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma elevação de 0,82% em setembro de 2023, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este aumento foi observado em todos os nove grupos analisados, com destaque para os setores de habitação e transportes, que contribuíram significativamente para a inflação do período. Os dados foram divulgados na sexta-feira, 9 de outubro.
No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação alcançou 4,58%, enquanto a variação registrada de janeiro a setembro foi de 3,95%. O grupo habitação liderou as altas em setembro, com um aumento de 2,31%, representando 0,35 ponto percentual da inflação total. Em seguida, o setor de transportes obteve um crescimento de 0,89%, contribuindo com 0,18 ponto percentual para o índice.
O terceiro fator que mais impactou o aumento da inflação foram os alimentos, que apresentaram uma alta de 0,83%, resultando em uma contribuição de 0,18 ponto percentual no IPCA. Dentro do grupo habitação, o maior impacto veio da Energia Elétrica, que subiu 7,98% no mês. Essa alta foi impulsionada pelo término do Bônus de Itaipu, que havia sido aplicado em julho e agosto devido a resultados positivos na Conta de Comercialização de Energia Elétrica.
No setor de transportes, as passagens aéreas foram as que mais se destacaram, com um aumento de 9,66%. Além disso, os combustíveis também tiveram alta, com a gasolina subindo 1,21%, o óleo diesel aumentando 1,69% e o etanol apresentando crescimento de 3,16%. O gás veicular, por sua vez, teve um aumento de 0,10%.
O subgrupo alimentação no domicílio foi o que mais influenciou o aumento de 0,83% na alimentação, com uma contribuição de 0,18 ponto percentual. Os principais destaques de alta foram o tomate, que subiu 37,76%, a batata-inglesa com 24,07%, a cebola com 10,14% e o arroz com 4,56%. Apesar dessas altas, alguns itens apresentaram queda, como o frango inteiro (-1,96%) e as frutas (-1,12%).
A variação do IPCA por grupos em setembro foi a seguinte: Alimentação e bebidas: 0,83%; Habitação: 2,31%; Artigos de residência: 0,27%; Vestuário: 0,71%; Transportes: 0,89%; Saúde e cuidados pessoais: 0,08%; Despesas pessoais: 0,26%; Educação: 0,04%; Comunicação: 0,64%.