Funcionários dos Correios de São Paulo encerraram a greve que durou duas semanas, iniciada em 10 de setembro, após assembleia realizada na noite de quinta-feira, 24 de setembro. A decisão foi tomada durante a reunião do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e Zona Postal de Sorocaba (SINTECT-SP), que foi transmitida por meio de um vídeo nas redes sociais da entidade.
Os trabalhadores retornarão ao trabalho imediatamente, com a orientação de que o expediente será retomado a partir das 22h do mesmo dia. A votação formal realizada na assembleia resultou no fim da paralisação, conforme comunicado oficial dos Correios.
A Justiça do Trabalho apoiou os grevistas, rejeitando a alegação dos Correios sobre a suposta abusividade da paralisação. Além disso, ficou estabelecido que os dias de greve serão compensados aos trabalhadores. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) também definiu um reajuste salarial de 4,09% e a manutenção de 73 cláusulas do Acordo Coletivo, reconhecendo a legitimidade da ação dos funcionários.
Embora o acórdão do TST ainda não tenha sido publicado, o SINTECT-SP aguarda o documento para informar a categoria sobre todos os detalhes relacionados à decisão. O plano de saúde, que foi um dos principais pontos da Campanha Salarial 2026/2027, também foi abordado no julgamento, mas a redação final ainda não está disponível para análise.
A assembleia foi conduzida pelo vice-presidente do SINTECT-SP, Rogério Bueno, e pelo secretário-geral, Ricardo Adriane. O presidente Elias Diviza estava em Brasília, acompanhando o julgamento do dissídio no TST e representando os trabalhadores de São Paulo. Rogério Bueno expressou gratidão aos funcionários que participaram das mobilizações durante a greve.
"Nosso agradecimento é para cada trabalhador e trabalhadora que esteve nessa luta e sustentou a mobilização desde o primeiro dia. A categoria mostrou disposição para defender seus direitos e esteve presente quando foi chamada. Encerramos a greve por decisão da assembleia e seguimos organizados para acompanhar o cumprimento do que foi definido no TST", declarou Rogério.