ELEIÇÕES 2026 – PARANÁ – POLÍTICA

Governo Lula enfrenta aumento nos preços dos combustíveis antes do primeiro turno das eleições

A poucos dias da votação do primeiro turno das Eleições de 2026, o governo federal está lidando com a pressão causada pela alta dos preços dos combustíveis, que se intensificou devido à guerra no Oriente Médio. Desde o início do conflito, que envolve Estados Unidos, Irã e Israel e teve início no final de fevereiro, apenas o etanol teve uma redução de preço, enquanto os demais combustíveis apresentaram aumento em seus preços de revenda.

Os aumentos variam de 3,23% a 14,45%, sendo que o diesel S10 registrou a maior alta. Para tentar mitigar o impacto inflacionário gerado por essa situação, o governo Lula implementou uma série de subsídios. No dia 12 de março, foi anunciada uma subvenção direta de R$ 0,32 por litro do diesel, destinada a produtores e importadores, além da isenção das alíquotas de PIS/Cofins sobre a importação e comercialização do diesel, o que também resultou em uma redução de R$ 0,32 por litro.

Ainda em março, o governo publicou os Decretos nº 12.923/2026 e 12.924/2026, que estabeleceram alíquota zero de PIS/Cofins para o biodiesel, gerando uma economia estimada de R$ 0,15 por litro. Em julho, foi concedida uma subvenção econômica de R$ 0,44 por litro para a gasolina, através de uma Medida Provisória.

Em 9 de setembro, a Medida Provisória 1.391/2026 foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autorizando uma nova subvenção de R$ 1 por litro de óleo diesel de uso rodoviário. Para o período de 10 de setembro a 9 de outubro de 2026, a isenção total de PIS/Pasep e Cofins sobre o etanol hidratado proporcionará um alívio de R$ 0,19 por litro. Além disso, será implementada uma redução temporária de R$ 0,63 por litro nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a importação e comercialização da gasolina.

O preço do barril de petróleo tipo brent, que serve como referência no mercado internacional, estava em torno de US$ 70 antes do conflito. Com a escalada, o preço ultrapassou a marca de US$ 120, embora tenha recuado para aproximadamente US$ 90 em momentos de menor tensão. Recentemente, o barril foi negociado a US$ 103,72, apresentando uma queda de 1,05% em 24 horas. A flutuação dos preços do petróleo está relacionada às restrições de navegação no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio global, responsável por 20% a 25% de todo o combustível fóssil consumido no mundo.

Esse estreito é vital para a exportação do petróleo produzido na região do Golfo Pérsico, que abrange países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Irã. O governo segue monitorando a situação, enquanto as eleições se aproximam e a pressão sobre os preços dos combustíveis continua a ser um tema relevante na agenda econômica do país.

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