O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é candidato à presidência da República, comentou nesta terça-feira (15/9) sobre a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiu a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, relacionada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Durante sua agenda de campanha Em Fortaleza (CE), especificamente no bairro Conjunto Ceará, Flávio declarou que a “tropa de choque do Lula no Supremo entrou em campo” para obstruir o andamento do processo.
Flávio destacou que a investigação sobre a conduta de Moraes não teve início na sessão devido à atuação de aliados do presidente Luiz Inácio Lula. Ele mencionou diretamente Flávio Dino, que em sua opinião, teve um papel crucial na interrupção do julgamento. O pedido de vista feito por Dino adiou a decisão sobre se Moraes será investigado, levando o STF a encerrar a sessão sem uma conclusão sobre o tema.
Na ocasião, o placar estava 4 a 3 contra a proposta de unir o caso de Moraes ao que discute a conduta do ministro André Mendonça. Dino havia votado a favor da união dos processos, mas seu voto não foi contabilizado devido ao pedido de vista. Flávio Bolsonaro considerou a sessão um “dia de esperança para o povo brasileiro” e expressou confiança de que a análise do caso ainda resultará na investigação de Moraes, ressaltando que o julgamento deve avançar, embora a decisão final ainda dependa do plenário do Supremo, que tem um prazo de até 90 dias para se manifestar.
Durante a própria sessão, Flávio Dino indicou sua preocupação com as possíveis repercussões eleitorais do julgamento, descrevendo a reunião como “desastrada”. Ao solicitar vista, ele expressou sua apreensão sobre a exposição do tribunal a apenas 15 dias de uma eleição e questionou de que forma a Corte lidaria com outras referências a ministros que foram encontradas nas mensagens de Vorcaro.
Em sua fala Em Fortaleza, Flávio Bolsonaro também tentou vincular o presidente Lula a Moraes, afirmando que “todo mundo está vendo: votar em Lula é votar em Alexandre de Moraes”. O candidato reiterou que, se eleito, terá a oportunidade de indicar cinco ministros para o STF e defendeu a necessidade de mudanças na composição da Corte.