Processo semelhante ocorreu em 2018 envolvendo o então presidente da Fiep, Edson Campagnolo, quando seu nome passou a circular no debate político estadual
A Federação das Empresas de Hospedagem, Gastronomia, Entretenimento e Similares do Paraná (Feturismo) saiu em defesa do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Vasconcelos, após a circulação reportagens baseadas em informações mal-intencionadas, com objetivo de desgastar lideranças empresariais independentes no estado. As informações são do portal Diário de Foz.
Segundo a reportagem, o empresário, que também é do setor hoteleiro, entrou na mira dos ataques após seu nome ser cotado como vice de um pré-candidato que aparece com o maior potencial na sucessão do Governo Estadual em 2026. Para a Feturismo, episódios desse tipo voltam a ocorrer no Paraná e podem representar risco à autonomia de instituições do setor produtivo.
A entidade, que reúne empresas ligadas ao turismo, hospitalidade, gastronomia e entretenimento e é filiada à Confederação Nacional do Turismo (CNTUR), recorda que o caso atual repete um padrão já observado anteriormente no estado. O exemplo citado é o episódio envolvendo o então presidente da Fiep, Edson Campagnolo, que em 2018, também foi alvo de críticas e reportagens negativas no momento em que seu nome passou a circular no debate político estadual.
Para a federação, a recorrência desse tipo de situação indica um “modus operandi” sorrateiro, baseado na divulgação de narrativas negativas, vazamentos seletivos de informações e manchetes direcionadas com o objetivo de enfraquecer lideranças empresariais consideradas independentes.
“Quando ataques seguem sempre o mesmo roteiro, deixa de ser coincidência e passa a ser método”, afirma a nota, que é assinada por Gehad Ismail Hajar, Presidente em Exercício da Feturismo.
“O Paraná precisa fortalecer suas instituições e não enfraquecê-las com ataques de bastidor, que visam minar a autonomia do setor produtivo, essencial para nossa democracia econômica”, conclui Gehad.
Autonomia institucional
A Feturismo também argumenta que práticas desse tipo podem comprometer o ambiente institucional e a relação entre setor produtivo e poder público. Na avaliação da federação, apenas empresários alinhados a interesses políticos circunstanciais não podem monopolizar o espaço no debate público.
A entidade ressalta ainda que entidades empresariais como a Fiep representam milhares de empresas e trabalhadores e, por isso, suas gestões devem ser avaliadas prioritariamente pelos próprios associados e pelos mecanismos internos de governança. A federação reafirmou ainda apoio a Edson Vasconcelos diante do que classificou como tentativas recorrentes de desgaste público.
Desdobramentos
De acordo com a entidade, o setor de turismo, hospitalidade, gastronomia e entretenimento no Paraná acompanhará os desdobramentos do episódio. O objetivo, segundo a nota, é garantir respeito às instituições empresariais e preservar a liberdade de participação de lideranças do setor produtivo no debate público.
A federação também reiterou sua atuação em pautas nacionais do setor, incluindo a defesa da criação do Sistema SENATUR, proposta atualmente em tramitação no Congresso Nacional.
Ao final do posicionamento, a entidade afirma que o estado precisa fortalecer o diálogo entre poder público e iniciativa privada, além de preservar a autonomia das organizações que representam a economia e o trabalho no Paraná.



