Um policial penal federal, identificado como Rafael Gonçalves Barbosa, de 42 anos, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (29/8) em Mossoró, no Rio Grande do Norte, sob a suspeita de assassinar sua esposa, Maria Cláudia de Medeiros, de 29 anos. O crime, que chocou a cidade, está sendo investigado como feminicídio pela Polícia Civil do estado.
De acordo com a PCRN, o trágico evento ocorreu por volta das 4h da manhã, no interior da residência do casal, situada em um condomínio no bairro Alto do Sumaré. Maria Cláudia foi encontrada sem vida no banco traseiro do carro da família, apresentando um ferimento no peito causado por disparo de arma de fogo. A investigação aponta para um cenário de violência doméstica.
Após o crime, Rafael teria acionado vizinhos pedindo socorro. Quando a Polícia Militar chegou ao local, o policial alegou que o disparo havia sido acidental. No entanto, a versão é questionada pelas autoridades. A perícia encontrou a pistola 9mm funcional do policial, além de uma pistola .40, ambas apreendidas para investigação.
As buscas na residência revelaram ainda vestígios de substâncias ilícitas, como maconha e cocaína, além de medicamentos psicotrópicos. Segundo a investigação, Rafael fazia uso de remédios controlados, possuía histórico de internação psiquiátrica e estava afastado de suas funções por problemas de saúde mental. Testemunhas relataram comportamento agressivo e discussões frequentes do suspeito com a vítima. Um boletim de ocorrência por ameaça já havia sido registrado contra ele em 2019.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mossoró está conduzindo o inquérito e aguarda os laudos do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep). A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) emitiu nota afirmando que “não coaduna com nenhum tipo de violência, em especial a violência contra a mulher” e que instaurou procedimento administrativo para apurar a conduta do servidor. Apesar de atuar na Penitenciária Federal de Mossoró desde 2011, a Senappen informou que não havia registros de problemas psicológicos ou psiquiátricos em seus assentamentos funcionais.
Fonte: http://www.metropoles.com