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Empresário fugido para Dubai é suspeito de desvio de R$ 60 milhões

O empresário Douglas Silva de Oliveira Azara, de 26 anos, tornou-se um dos principais alvos da operação conhecida como Caso Naskar após deixar o Brasil em 15 de julho de 2023, rumo a Dubai, nos Emirados Árabes. Sua saída ocorreu duas semanas depois que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decretou sua prisão preventiva, sob a acusação de liderar um esquema fraudulento que desviou R$ 60 milhões da Zema Financeira, empresa vinculada à família do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

A determinação de prisão foi expedida em 1º de julho de 2023, e Douglas embarcou para os Emirados Árabes quando a ordem judicial já estava em vigor. Nas redes sociais, o empresário afirmou inicialmente que a viagem era uma simples férias, mas depois mudou o discurso, alegando que se tratava de um negócio. Enquanto isso, ele continua a postar imagens de sua vida luxuosa, incluindo carros de alto valor e partidas de pôquer.

Além de ser acusado de ser o mentor de um ataque cibernético que resultou no desvio de R$ 75 milhões da Zema Financeira, Douglas Azara também é visto como uma figura controversa em meio às investigações. Ele compartilha frequentemente em suas redes sociais registros de carros esportivos e viagens ao exterior, como uma recente ida à Espanha, em 9 de julho.

A ostentação e o desdém demonstrados nas redes sociais foram notados por muitos, especialmente considerando que mais de 3 mil clientes da Naskar foram lesados em um total de R$ 900 milhões. Em uma de suas postagens, Douglas chegou a afirmar que estava “safe” ao comentar sobre o bloqueio de R$ 75 milhões em suas contas bancárias.

Recentemente, em maio de 2026, empresas associadas a Douglas anunciaram uma suposta aquisição da Naskar pelo valor de R$ 1,2 bilhão. O empresário, que já teve um estilo de vida bem diferente, como quando morou em uma quitinete na Asa Norte, em Brasília (DF), agora parece viver em um padrão totalmente distinto, cercado por luxo e extravagância.

A defesa de Douglas, representada pela advogada Hauany Pimenta, afirma que o contato de seu cliente com a empresa relacionada ao caso se limitou a questões profissionais. Ela argumenta que a contratação para serviços técnicos ocorreu após os eventos que estão sendo investigados. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Goiás também foi acionada para se manifestar sobre a advogada Jessika Lorrane Bastos de Castro, que é apontada como parceira de Douglas e supostamente envolvida no esquema.

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