A Diocese de Jundiaí, localizada no interior de São Paulo, enfrentou mais uma controvérsia relacionada a seus sacerdotes. Após a suspensão do padre Silvio Andrei Rodrigues por declarar sua intenção de se candidatar a deputado federal, a Igreja excomungou o padre Rodrigo de Oliveira da Silva devido à sua associação com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX). Essa congregação, que se autodenomina católica, defende a preservação das tradições religiosas, como a missa em latim, e critica as mudanças introduzidas pela Igreja nas últimas décadas, além de rejeitar o diálogo com outras religiões.
A discussão sobre a FSSPX ganhou destaque em julho, depois que quatro sacerdotes do grupo foram ordenados bispos sem a autorização do papa. O incidente, ocorrido no dia 1º de julho, foi interpretado pela Diocese como uma violação das diretrizes papais, o que levou o Dicastério para a Doutrina da Fé a emitir um comunicado sobre as penalidades aplicáveis a essa ordenação. As orientações a respeito do caso foram posteriormente enviadas aos bispos do Brasil pela Nunciatura Apostólica.
A punição ao padre Rodrigo se seguiu à suspensão de Silvio Andrei Rodrigues, que ocorreu em 29 de julho. Silvio foi afastado do ministério público após anunciar sua candidatura pelo partido Avante nas eleições de 2026. A Diocese esclareceu em nota que a participação de sacerdotes na política partidária é incompatível com as normas vigentes na Igreja.
Rodrigo de Oliveira da Silva, que também se envolveu em polêmicas, foi excomungado em um momento em que a Diocese já se encontrava sob escrutínio por outras ações disciplinares. As proibições impostas a Silvio Andrei incluíam a celebração de missas e a realização de atividades ligadas ao sacerdócio, evidenciando a postura rigorosa da Diocese em relação à política.
Durante um vídeo que circulou nas redes sociais, Silvio expressou que não pretendia abandonar suas funções religiosas, afirmando que sua intenção era atuar como uma ponte entre fé e política. No entanto, a Diocese reafirmou que essa postura vai de encontro às diretrizes estabelecidas pela Igreja, que busca manter a separação entre a religião e a atividade política.
As recentes decisões da Diocese de Jundiaí refletem uma abordagem firme em relação a questões de adesão a grupos considerados desviantes das normas católicas, além de uma clara posição contra a participação ativa de padres em disputas políticas.