Deolira Glicéria Pedro da Silva, com 121 anos, foi oficialmente reconhecida como a mulher mais longeva do Brasil pelo RankBrasil, sistema dedicado à homologação de recordes nacionais. Nascida em 10 de março de 1905, a centenária presenciou diversas transformações ao longo do tempo, incluindo o histórico voo do 14 Bis, que ocorreu em 23 de outubro de 1906.
Atualmente residindo em Itaperuna, no estado do Rio de Janeiro, Deolira vive com familiares há cinco anos. Ela é tataravó e possui três filhos, 20 netos, 40 bisnetos e 37 tataranetos. Apesar de seu status de longevidade, a família enfrenta dificuldades para validar sua idade em sistemas internacionais de recordes, como o Guinness World Records, uma vez que muitos documentos essenciais foram perdidos em uma enchente em 1977, quando ela morava em Porciúncula, no RJ.
Cristina Cadari, auditora do RankBrasil, detalhou que o processo de reconhecimento exige um padrão rigoroso de comprovação, incluindo a apresentação da certidão de nascimento atualizada e do último extrato de benefício do INSS. A fluminense agora ocupa o lugar deixado por Maria Olívia da Silva, que faleceu em 2010, aos 130 anos, e que anteriormente detinha o título de mulher mais velha do Brasil.
Os familiares de Deolira celebraram seu aniversário de 119 anos em postagens nas redes sociais, onde a descreveram como “a velhinha mais velha do mundo”. Embora a idade de Deolira seja digna de aplausos, ela ainda não detém o título de maior longevidade mundial, que atualmente pertence à britânica Ethel Caterham, de 116 anos.
A história de vida de Deolira é marcada por desafios e superações. Ao longo de sua trajetória, passou a maior parte da vida trabalhando na lavoura, acompanhada de seu marido e de seus sete filhos, dos quais apenas três permanecem vivos. O reconhecimento de sua longevidade é um tributo não apenas à sua vida, mas também à resiliência de sua família diante das adversidades.