A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, está em uma situação complicada no Supremo Tribunal Federal (STF) em decorrência de uma crise interna entre os ministros, o que impacta a tramitação do Caso Master. Nos últimos dias, os advogados de Vorcaro buscaram audiências com o ministro André Mendonça e com o presidente do STF, Edson Fachin, mas não obtiveram resposta positiva para suas solicitações.
Mendonça, que era o relator dos processos antes da crise, foi contatado pela defesa em busca de esclarecimentos sobre o andamento do caso. Já o pedido de audiência junto a Fachin ocorreu após o presidente do STF remeter petições do Caso Master para sua própria presidência. Contudo, os gabinetes de ambos os ministros não atenderam aos pedidos, apresentando justificativas distintas por e-mail.
Em um e-mail enviado no dia 22 de setembro, o gabinete de Edson Fachin esclareceu que a remessa das petições para a Presidência da Corte não alterou a responsabilidade de relatoria, mantendo André Mendonça como o relator do Caso Master. Por outro lado, o gabinete de Mendonça comunicou à defesa de Vorcaro que os atendimentos relacionados aos processos do Banco Master e do INSS estão temporariamente suspensos.
Essa falta de resposta gerou insatisfação na equipe jurídica de Vorcaro. O advogado Sérgio Leonardo, que lidera a defesa do banqueiro, expressou sua indignação, destacando que a situação fere a garantia constitucional de acesso à Justiça. "Causa perplexidade que a garantia constitucional de acesso à Justiça esteja inviabilizada para Daniel Vorcaro", afirmou o advogado, ressaltando a dificuldade em obter um retorno dos ministros.
A defesa de Vorcaro busca um encontro com Mendonça ou Fachin para discutir um pedido de revogação da prisão preventiva do banqueiro, que se encontra detido desde março de 2026. A situação atual coloca em evidência não apenas os desafios enfrentados pela defesa, mas também as complexidades do funcionamento do sistema judiciário e o impacto das crises internas no STF.