A prisão do cantor de funk MC Orelha gerou reações nas redes sociais, principalmente de sua companheira, que classificou a detenção como "injusta". Gustavo de Lima Lopes, de 38 anos, foi detido no Aeroporto de Jijoca de Jericoacoara, no Ceará, no último sábado (8/8), sob a suspeita de promover uma organização criminosa armada.
Karina, a parceira de MC Orelha, divulgou uma mensagem em que afirmou que o cantor está bem, mas que a família sente a sua falta. Ela pediu apoio aos fãs, ressaltando que o artista é uma boa pessoa e um excelente profissional. "Ele foi cumprir uma agenda de um show", acrescentou.
O cantor foi preso por policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). MC Orelha se deslocou ao Ceará para se apresentar em um evento particular em comemoração ao aniversário de uma torcida organizada, que ocorreu no município de Sobral (CE).
Após sua detenção, o cantor passou por uma audiência de custódia no domingo (9/8), onde a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. As investigações da Polícia Civil do Ceará indicam que, em 2025, o funkeiro teria promovido uma organização criminosa durante um show realizado no bairro Genibaú, em Fortaleza, utilizando gestos e símbolos que remeteriam ao grupo criminoso.
Além disso, as autoridades alegam que MC Orelha teria aproveitado sua influência nas redes sociais para divulgar músicas que enaltecem o crime organizado, o uso de drogas e armas. Após a detenção, diversos artistas, fãs e amigos do cantor começaram a expressar seu apoio nas redes sociais, utilizando frases como "Liberdade, poeta" e "MC não é bandido", que se popularizou após a prisão de MC Poze do Rodo no ano anterior e que se tornou uma música do artista.
A situação levanta discussões sobre a relação entre a cultura do funk e a criminalidade, além de refletir sobre o tratamento dado a artistas nesse contexto. A defesa do cantor deve trabalhar para contestar as acusações e buscar a liberdade de MC Orelha, que continua detido enquanto as investigações prosseguem.