As estratégias de comunicação utilizadas nas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro têm gerado debates sobre a legalidade de suas ações. Os canais, conhecidos como "Exército do Lula" e "Tropa do Flávio", buscam mobilizar e engajar apoiadores por meio do compartilhamento de conteúdos de campanha e da orientação sobre como combater informações consideradas falsas.
O "Exército do Lula", coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), contava com mais de 3 milhões de seguidores até o último sábado (10/10). As atividades propostas por esse canal incluem convidar novas pessoas para se juntarem, curtir e compartilhar vídeos do candidato, além de ampliar a visibilidade da campanha, especialmente no Nordeste.
Por outro lado, a "Tropa do Flávio", que foi criada na terça-feira (6/10) e divulgada pelo senador na quinta-feira (8/10), já reunia mais de 1 milhão de seguidores até a manhã de sábado. Este canal é promovido nas redes oficiais do candidato e de seus aliados, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Além de compartilhar conteúdos, a "Tropa do Flávio" tem se utilizado para mobilizar apoiadores em temas relevantes e organizar reações a reportagens.
A legalidade dessas iniciativas é questionada, especialmente com base na Resolução nº 23.610/2019, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que regulamenta a propaganda eleitoral. Embora o uso de aplicativos de mensagens para fins políticos não seja proibido, as campanhas precisam respeitar as normas estabelecidas. Um aspecto crucial é o disparo em massa de mensagens, que sem o consentimento do destinatário ou através de ferramentas que desrespeitam as diretrizes do TSE pode ser considerado irregular.
Outro ponto a ser observado é a conexão dos canais com as campanhas oficiais. A divulgação de informações falsas ou manipuladas pode levar a sanções da Justiça Eleitoral, especialmente se houver risco de prejudicar a competição entre os candidatos. Mobilizações políticas, embora permitidas, devem sempre observar a legislação vigente.
Para determinar se as ações do "Exército do Lula" ou da "Tropa do Flávio" violam as normas eleitorais, é necessário examinar como cada canal opera, a origem dos recursos utilizados, a maneira como as mensagens são distribuídas e o conteúdo que é publicado.