Na manhã desta segunda-feira (7/9), a Praça da Liberdade em Belo Horizonte foi palco de uma manifestação organizada por grupos de direita que exigiam a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os manifestantes, que se concentraram no local a partir das 10h, também direcionaram suas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com cartazes clamando por sua prisão.
Apesar da chuva que caiu sobre a capital mineira, os apoiadores da direita compareceram em número significativo, segurando bandeiras do Brasil e exibindo faixas com mensagens contra Lula e integrantes do STF. Os gritos de “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão” ecoaram pela Região Centro-Sul, evidenciando a insatisfação dos presentes.
Entre os participantes do ato estava uma família que decidiu se manifestar em defesa do país. Adilson Pereira da Silva, o pai, expressou seu amor pelo Brasil e ressaltou a importância de se posicionar diante do atual cenário político. Sua esposa, Roberta Moreira, também se manifestou, afirmando que a atuação do STF motivou sua participação. “A Nossa Justiça hoje é uma vergonha. É triste falar isso, mas a confiança na Justiça diminuiu”, declarou.
Roberta destacou que a presença da família no ato era uma forma de lutar pela democracia, embora enfatizasse a necessidade de respeito à Constituição. O filho do casal, por sua vez, manifestou seu desejo pela volta da direita ao poder nas próximas eleições, afirmando que a mobilização é fundamental para alcançar esse objetivo.
Outro participante, Luiz Antônio da Silva, de 74 anos, também se fez presente, preocupado com o legado que deixará para suas futuras gerações. Ele comentou sobre a insatisfação com a situação política atual e defendeu a importância de uma reforma política que permita uma escolha mais consciente dos representantes do povo.
Luiz Antônio elogiou o ministro André Mendonça, mencionando que a mobilização popular é crucial para provocar mudanças. “Se o povo não se manifestar, nada vai acontecer”, afirmou, referindo-se à importância da participação cidadã nas questões políticas. Cartazes com mensagens de apoio a Mendonça também foram vistos no ato, reforçando a mobilização em torno de figuras da direita.