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Empatia empresarial. Hem?!

É uma habilidade que poucos desenvolvem conscientemente.
E não é culpa de ninguém.
Dentro de uma empresa, cada pessoa olha a partir do seu próprio ângulo. Olha com suas lentes, com seus sentimentos crenças e toda sua bagagem de vivências naquela empresa.
Por exemplo, um vendedor vê a meta que precisa bater, muitas vezes como uma ameaça. E normalmente ele tem reivindicações. Ele tenta negociar a meta, ou ao menos, busca evitar que ela aumente no próximo mês.
O gestor olha para meta com o ângulo da execução. Ele foca em buscar caminhos para que sua equipe consiga atingir a meta.
A diretoria olha para o mercado e analisa cenários. Ela tende para o aumento da meta. Talvez o vendedor se sinta desconfortado. Há quem diga que o Diretor ou CEO são gananciosos. Mas ao olharmos com as lentes desses líderes veremos que “aumentar a meta” significa não criar espaço para a concorrência crescer, fato que indiretamente vai manter empregos, inclusive do vendedor que gostaria de baixar a meta.
Uma linha de raciocino semelhante ocorre com os preços que vendedores vivem querendo baixar. E seus gestores pensam em aumentar. Mas porque aumentar?
Para lucrar mais? Sim! Lucro é o resultado positivo de uma empresa. Mas para que? Para a empresa ampliar, investir em equipamentos, melhorar qualidade. Mas para que? Para o vendedor conseguir vender bem, manter seu emprego e até mesmo aumentar sua comissão.
Na realidade, nenhum ângulo está errado. E dificilmente existe um ângulo completo.
Quando uma decisão nos impacta e não entendemos o motivo, a frustração é real e legítima. E não é raro surgirem diversas reclamações sobre novas decisões.
O que transforma essa frustração em crescimento empresarial é uma pergunta simples:
“Se eu estivesse na posição daquele decisor, o que eu faria?”
A reflexão não é para você concordar com tudo ou engolir o que incomoda. Não para aceitar sem ao menos avaliar. Mas é para aumentar a capacidade de entender o contexto antes de concluir ou reclamar.
Quando você busca olhar pelo ângulo do decisor está desenvolvendo sua “Empatia Empresarial”.
Toda decisão dentro de uma empresa carrega pressões, histórico e informações que nem sempre chegam a todos na empresa. Normalmente quem toma decisões precisa pensar, projetar e calcular muito antes de decidir. Precisa usar muita visão sistêmica empresarial para minimizar os riscos.
Contudo, decisões sempre irão impactar de alguma maneira os colaboradores de uma empresa, que nem sempre conseguem perceber imediatamente os benefícios daquela decisão.
Quem desenvolve a capacidade de ampliar o próprio ângulo se torna mais estratégico, mais influente e mais preparado para crescer.
Isso é COMPORTAMENTO. E comportamento se desenvolve.
Você já tentou olhar uma situação pelo ângulo de quem decidiu?
Palestrante Ricardo Lemos
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