Os deputados distritais escolhidos nas eleições de 4 de outubro de 2023 para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) apresentaram uma ampla gama de patrimônios, variando de nenhum bem declarado a mais de R$ 13 milhões.
Os dados, apurados por meio do registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revelam que André Kubitschek (PL) lidera a lista, com um patrimônio de R$ 13.339.581,80. Ele é seguido pelo reeleito Wellington Luiz (MDB), que declarou R$ 6.493.913,16, e Roney Nemer, também reeleito, com bens avaliados em R$ 4.395.956,84.
Do total de 24 deputados eleitos, 13 informaram ter patrimônios superiores a R$ 1 milhão. Em contrapartida, sete deputados comunicaram valores de bens inferiores a R$ 500 mil. Outras duas eleitas, Martins Machado (Republicanos) e Keka Bagno (PSOL), não apresentaram bens à Justiça Eleitoral.
A lista dos deputados, disposta do maior para o menor patrimônio, inclui nomes como Robério Negreiros (Podemos) com R$ 3.149.282,01 e Eduardo Pedrosa (União) com R$ 3.010.095,63. A relação continua com Renata D’Aguiar (Republicanos), Múcio (PSB), Hermeto (MDB), Roosevelt Vilela (PL), Joaquim Roriz Neto (PL) e outros até valores que vão de R$ 158.900,00 a R$ 50.990,00.
A legislação obriga que todos os candidatos apresentem suas declarações de bens no momento da candidatura. Casos de omissão e irregularidades nos patrimônios declarados podem levar a investigações pelo Ministério Público Eleitoral, com potenciais consequências jurídicas, como ações por abuso de poder econômico e processos de improbidade administrativa, além da possível cassação de mandato.
É importante ressaltar que os deputados que já exercem seus mandatos devem atualizar suas declarações anualmente e ao final do cargo.