Reginaldo Veras (PV-DF), reeleito para um segundo mandato na Câmara dos Deputados com 43.179 votos, afirmou que a direção de sua próxima legislatura será influenciada pela conjuntura política que se estabelecerá. O deputado destacou que, se o presidente Lula for reeleito, dará continuidade ao seu trabalho, mas Se Flávio Bolsonaro vencer, adotará uma postura de "mandato de resistência" no Congresso Nacional. Veras frisou a necessidade de adaptação ao contexto político, mencionando o forte predomínio da extrema direita, da direita e do centro nas eleições.
O parlamentar também expressou preocupação com as questões ambientais diante da nova composição do parlamento. Ele alertou sobre a possibilidade de que o novo Congresso facilite o agronegócio e a redução de licenciamento ambiental, o que poderia ter consequências negativas para o setor. Veras se comprometeu a combater com firmeza qualquer tentativa de reforma administrativa, trabalhista ou previdenciária, argumentando que os ajustes fiscais propostos por Flávio Bolsonaro afetariam diretamente os trabalhadores e programas sociais.
Em relação à representação feminina na Câmara dos Deputados, Veras lamentou a ausência de mulheres eleitas pelo Distrito Federal, considerando a situação "péssima". Ele ressaltou que 52% da população é composta por mulheres, mas não há representação delas na Casa. O deputado defendeu que metade das vagas no legislativo brasileiro deveria ser ocupada por mulheres, embora reconheça que isso exigiria mudanças significativas no Congresso, onde a maioria dos integrantes ainda é masculina e, em muitos casos, machista.
Sobre a performance de Leandro Grass (PT) no primeiro turno das eleições, Veras destacou que a passagem para o segundo turno já é uma conquista. Ele comparou a situação política a um jogo de futebol, enfatizando que a disputa continua até o fim. Veras mencionou que eventuais escândalos, como o do Banco Master, podem impactar os resultados nas urnas, e a militância deve intensificar sua presença nas ruas para mostrar a continuidade do governo de Ibaneis.
Veras também comentou sobre a troca de partido de Grass e seu possível impacto na campanha. Ele observou que, embora o PT enfrente forte rejeição no Distrito Federal, a mobilização de sua militância é uma das mais efetivas, e quando se une a um candidato, isso pode fazer a diferença. O deputado manifestou confiança de que Grass irá crescer nas pesquisas e que a vitória será alcançada nas próximas eleições.