ELEIÇÕES 2026 – PARANÁ – POLÍTICA

Tarcísio de Freitas é reeleito no primeiro turno e fortalece sua trajetória política

A reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) neste domingo (4/10) confirma as previsões que indicavam seu triunfo no primeiro turno, com uma expressiva votação de 62,85% dos votos válidos, em contraste com os 36,2% obtidos por Fernando Haddad (PT). Este resultado não apenas supera o desempenho do aliado Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial em São Paulo, mas também representa a maior votação já registrada por um governador no estado. Tarcísio conquistou 37 das 39 cidades na região metropolitana, solidificando sua imagem como um político com forte musculatura própria.

Os aliados de Tarcísio acreditam que sua consolidação como uma figura política influente começou em 2024, quando ele desempenhou um papel crucial na campanha de reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Tarcísio manteve seu apoio ao emedebista em um período em que o bolsonarismo mostrava resistência, flertando com a candidatura do ex-coach Pablo Marçal. Seu empenho foi considerado essencial para evitar a desidratação da campanha de Nunes, mostrando sua capacidade de articulação política.

Após não ter sido escolhido por Jair Bolsonaro como candidato, que optou por seu filho, Tarcísio agora busca estabelecer um projeto político autônomo e com suas próprias características. Aliados reconhecem que, nos próximos anos, ele deve tentar abrir um novo caminho para uma futura candidatura à Presidência da República. Com Flávio Bolsonaro liderando no primeiro turno e com chances reais de ser eleito, a estratégia de Tarcísio se torna ainda mais relevante.

Atraindo oficialmente nove partidos para sua candidatura, incluindo legendas significativas como PL, PP, União Brasil e PSD, Tarcísio demonstrou um poder de articulação que Flávio Bolsonaro não conseguiu alcançar. Além disso, conseguiu emplacar André do Prado (PL) como candidato ao Senado, desconsiderando o grupo liderado por Eduardo Bolsonaro, que esperava apoiar outro nome.

O governador está determinado a evitar que sua próxima gestão seja marcada por indicações políticas meramente baseadas em apadrinhamentos, buscando selecionar nomes que considere realmente capacitados para os cargos. Na gestão anterior, ele fez algumas escolhas que agora admite terem sido equivocadas, como as nomeações de Guilherme Derrite (Segurança Pública), Gilberto Kassab (Governo e Relações Institucionais) e Roberto de Lucena (Turismo).

Para o próximo mandato, Tarcísio pretende reduzir a influência do grupo de Kassab, especialmente após os conflitos surgidos nas negociações das chapas para as eleições deste ano. Um dos planos que se desenham é a intenção de retirar o PL da presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), uma vez que Tarcísio não confia nos nomes atualmente especulados para o cargo, como o deputado Alex de Madureira.

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