No último domingo, 4 de outubro, candidatos respaldados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) asseguraram 17 das 54 cadeiras em disputa no Senado. As vitórias ocorreram em 10 estados, com a eleição de seis integrantes do PT e 11 de partidos aliados.
Entre os senadores reeleitos estão nomes como Eduardo Braga (MDB), Jaques Wagner (PT), Cid Gomes (PSB), Veneziano Vital (MDB), Humberto Costa (PT), Marcelo Castro (MDB) e Rogério Carvalho (PT). Em contraste, candidatos ligados ao senador Flávio Bolsonaro (PL) conquistaram 30 das 54 cadeiras, quase o dobro dos aliados de Lula que foram eleitos para a Casa Alta.
Na Bahia, Ceará, Pará, Pernambuco, Paraíba e Piauí, os dois candidatos apoiados por Lula foram eleitos em cada um desses estados. Entretanto, em 15 estados, nenhum candidato alinhado a Lula conseguiu obter uma vaga. Esses estados incluem Acre, Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
Neste pleito, estavam em disputa duas das três cadeiras disponíveis em cada estado e no Distrito Federal. É importante ressaltar que não há segundo turno para o Senado, sendo eleitos os dois candidatos mais votados, que assumem mandatos de oito anos. Os novos senadores se juntarão aos 27 que têm mandatos em vigor até 2031.
A eleição para o Senado foi uma prioridade nas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. Durante um ato de campanha no Rio de Janeiro na semana anterior ao pleito, Lula pediu o apoio de seus aliados para garantir que candidatos de sua base conseguissem se eleger e evitar uma possível maioria da direita no Senado. Ele enfatizou que, caso isso acontecesse, a direita poderia transformar o país "em um inferno".
Lula expressou a necessidade de impedir que a direita dominasse a Casa Alta, alertando para as consequências que isso poderia ter sobre o futuro do Brasil.