A deputada Bella Gonçalves, do Partido dos Trabalhadores, denunciou ter recebido ameaças após um tweet em que fez críticas relacionadas a um caso de milícia. A parlamentar afirmou que foi assediada de diversas formas para apagar a postagem, mas decidiu mantê-la no ar, ressaltando a importância de sua mensagem.
No mesmo contexto, Bella questionou o paradeiro de Nathana Lopes Figueiredo, que estava no apartamento onde Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, foi preso. Mourão veio a falecer enquanto estava sob custódia da Polícia Federal. A deputada revelou que Nathana tinha residência declarada em Dubai e deixou o Brasil após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Em busca de esclarecimentos, Bella Gonçalves solicitou informações à Polícia Federal e ao STF sobre o destino de Nathana, incluindo um possível depoimento dela e detalhes sobre as investigações em torno da morte de Mourão. A parlamentar mencionou que reuniu dados sobre o caso e fez uma representação ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, pedindo a apuração de favorecimentos a empresas ligadas ao grupo de Daniel Vorcaro.
A deputada também fez críticas ao ex-governador Romeu Zema, do partido Novo, mencionando decisões que, segundo ela, beneficiaram interesses relacionados ao Banco Master. Bella citou operações de crédito consignado do banco com servidores estaduais e a doação de R$ 1 milhão realizada por Henrique Vorcaro, pai de Daniel, ao diretório mineiro do Novo em 2022, durante a campanha pela reeleição de Zema.
Adicionalmente, Bella Gonçalves mencionou o deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, relembrando áudios em que ele solicita ajuda a Vorcaro para um assunto relacionado a um “ativo minerário” vinculado a Thiago Rodrigues de Faria, advogado e ex-assessor do parlamentar. Ela destacou que o negócio estava conectado a uma área na cidade de Ouro Preto e à barragem Água Fria, levantando questões sobre as relações entre o episódio, Vorcaro e a mineração no estado.
"Eu sigo fazendo o meu trabalho: denunciar, fiscalizar e cobrar que as instituições investiguem", afirmou a deputada, reforçando seu compromisso com a transparência e a justiça em relação aos casos que envolvem a milícia e seus desdobramentos em Minas Gerais.