Em um comício realizado em Joinville, Santa Catarina, o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), fez uma declaração contundente neste sábado (19/9), refutando a ideia de que o estado é associado a práticas fascistas. O candidato enfatizou que Santa Catarina é um local que prospera e onde as leis são respeitadas. "Porque Santa Catarina não é um estado de fascistas, é um estado que prospera, um Estado onde a lei funciona", afirmou.
Bolsonaro também abordou a crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF), que surgiu em meio a alegações sobre a relação do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, com membros da corte. O candidato responsabilizou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela situação. "Quem criou essa crise foi o governo Lula, foram os ministros do Lula no Supremo Tribunal Federal que promovem ali uma força-tarefa para proteger o Alexandre de Moraes", declarou.
Além disso, Flávio Bolsonaro mencionou a figura do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que foi indicado por Lula e que, segundo o candidato, estaria ligado a essa crise. O candidato fez uma crítica ao estilo de vida de certos membros do governo, contrastando com a situação de dificuldades enfrentadas por muitos brasileiros. "Enquanto tem brasileiros que estão sem comida na mesa, tem aquele pessoal da tropa do Lula que está tomando uísque Macallan, fumando charuto caro e rindo da cara do povo", disse.
O candidato do PL também descreveu Lula como uma representação do passado e de ideias ultrapassadas, prometendo que, caso seja eleito, seu governo se concentrará em potencializar as qualidades do povo brasileiro. "O presidente da República, ele representa o passado, representa ideias velhas, representa um governo pesado, governo de pessoas incompetentes, em vários casos de corrupção. Então, o Brasil merece muito mais do que isso, eu quero cuidar de quem precisa", destacou.
Após o evento em Joinville, Flávio Bolsonaro deve se dirigir a Chapecó, também em Santa Catarina, onde está programado um novo ato político, que está agendado para começar às 16h22.