O número de mortos em um ataque a bomba em uma mesquita no Paquistão aumentou para 31 nesta sexta-feira, 18 de setembro. Entre as vítimas fatais, estão 16 policiais, conforme informações da agência France-Press.
A sexta-feira é um dia significativo para os muçulmanos, sendo a ocasião em que a maioria dos fiéis se dirige às mesquitas para realizar as orações obrigatórias. O ataque, que foi realizado com um carro-bomba, ocorreu na entrada de uma mesquita em Kohat, uma cidade situada na fronteira com o Afeganistão.
De acordo com a Al Jazeera, o atentado deixou ainda pelo menos 75 feridos, aumentando a preocupação com a segurança na região. O ataque foi reivindicado pelo braço do Talibã no Paquistão, que tem um histórico de violência em áreas onde a população muçulmana é significativa.
Zulfiqar Hameed, inspetor-geral da polícia, classificou o ocorrido como um ato covarde e afirmou que os terroristas não possuem qualquer ligação com a verdadeira essência da religião islâmica. Ele acrescentou que as autoridades estão em busca dos responsáveis e que a rede terrorista está sendo monitorada.
O ataque destaca os desafios contínuos enfrentados pelo Paquistão em relação à segurança e ao extremismo, especialmente em momentos em que a comunidade muçulmana se reúne em oração. O governo local tem se esforçado para combater a violência, mas incidentes como este evidenciam a necessidade de medidas mais eficazes para garantir a segurança da população.