Uma servidora da Prefeitura de São Paulo está prestes a ser afastada do cargo por um período mínimo de 30 dias. A decisão foi tomada após ela atestar que a demolição de um prédio, localizado na Rua Tequici, havia sido realizada. O desabamento do imóvel, que ocorreu na madrugada deste sábado (12/9), resultou na morte de duas mulheres, uma delas grávida.
O procurador-Geral do Município, Daniel Falcão, explicou que o afastamento é necessário para que a Controladoria-Geral do Município possa investigar a emissão do documento que atestou a demolição, bem como a atuação da servidora envolvida. "Ela não pode continuar no cargo nesse momento para não atrapalhar nossa investigação interna", afirmou Falcão.
O desabamento aconteceu por volta da 1h58 e, até o início da tarde, quatro pessoas haviam sido resgatadas dos escombros, sendo que duas delas não sobreviveram. Entre os sobreviventes, uma menina de 5 anos foi retirada com vida, enquanto a busca ainda estava em andamento para encontrar outras vítimas, incluindo uma criança e um casal.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, destacou que o caso envolve um documento assinado em fevereiro de 2024 por uma funcionária da Subprefeitura da Penha. Neste documento, a servidora afirmou que a demolição havia sido "efetuada em sua integralidade" e que uma nova construção estava em processo no local.
Falcão também mencionou que o advogado da construtora New Home esteve presente no local e confirmou que a estrutura do prédio não havia sido demolida. A Defesa Civil ainda investiga se as chuvas que afetaram a capital paulista tiveram alguma relação com o desabamento.
O advogado da construtora, Alexandre Sampi, declarou que a obra estava regular e possuía alvará, embora houvesse um embargo anteriormente que havia sido cassado. O caso continua a ser investigado pelas autoridades competentes, enquanto os familiares das vítimas aguardam respostas sobre a tragédia.