A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impediu a candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República foi considerada uma "injustiça" pela sua defesa. O TSE já formou maioria para negar o registro do candidato nas eleições de 2026.
Em nota, o advogado Tassio Renam expressou que "quem decide enfrentar o sistema e se colocar à disposição do país encontra obstáculos pelo caminho". Ele argumentou que a situação de Marçal envolve uma decisão judicial que determinou a filiação retroativa dele ao PRTB, em um contexto marcado pela suspensão do sistema Filia, que foi impactado por problemas relacionados ao Partido Missão e à filiação indevida de Flávio Bolsonaro.
Renam enfatizou que a complexidade do caso deve ser considerada antes de barrar uma candidatura presidencial. "Infelizmente, fica mais uma vez a sensação de que quem decide enfrentar o sistema e se colocar à disposição do país encontra obstáculos pelo caminho", completou o advogado.
Na noite de sexta-feira, 11 de setembro, o TSE decidiu barrar a candidatura de Marçal, com votos favoráveis ao indeferimento da candidatura da ministra relatora do caso, Estela Aranha, e dos ministros Nunes Marques, André Mendonça e Ricardo Bôas Villas Cueva.
A relatora fundamentou sua decisão na alegação de que Marçal não atende às condições de elegibilidade referentes à filiação partidária. Além disso, mencionou uma condenação à inelegibilidade imposta pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em razão do uso indevido dos meios de comunicação social durante as eleições de 2024.