O Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SinpecPF) se posicionou em defesa da instituição nesta terça-feira (8/9), após o afastamento preventivo do diretor-geral Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF). A nota oficial do sindicato também expressou apoio a Leandro Almada da Costa, que exerce a função de diretor de Inteligência Policial e também foi afastado pela mesma decisão.
O SinpecPF manifestou seu repúdio ao que considera um "uso político" do Poder Judiciário, afirmando que divergências e disputas de natureza política não devem comprometer a autonomia e a estabilidade de uma instituição tão relevante, especialmente em um período que antecede uma eleição presidencial. A nota enfatiza que a continuidade dos serviços da Polícia Federal não pode ser prejudicada por questões políticas.
Além de apoiar Andrei Rodrigues e Leandro Almada, o sindicato destacou a importância de qualquer ação que possa impactar a direção da corporação, ressaltando que a Polícia Federal é composta por milhares de servidores que mantêm as operações em todo o Brasil. O SinpecPF pediu respeito às instituições e a manutenção da autonomia da PF, reiterando seu compromisso de acompanhar os desdobramentos que possam afetar a administração e os servidores da corporação.
A decisão de Mendonça abrange o afastamento dos cargos de delegado e diretor-geral de Andrei Rodrigues, assim como o afastamento preventivo de Almada das funções de delegado e diretor de Inteligência Policial. O ministro argumentou que a medida visa preservar as garantias funcionais da magistratura e assegurar que as atribuições dos ministros do Supremo, do advogado-geral da União e dos servidores da Polícia Federal sejam exercidas sem constrangimentos.
Mendonça também ordenou à Corregedoria da Polícia Federal que inicie procedimentos administrativos e penais para investigar os fatos que ele considerou graves. A suspensão de relatórios de inteligência, que poderiam ser utilizados em determinadas funções institucionais, também foi determinada na decisão.
Na mesma data, a Segunda Turma do STF já havia formado maioria para manter a decisão de afastamento de Andrei Rodrigues. Os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux se manifestaram a favor da medida, enquanto o decano Gilmar Mendes pediu mais tempo para analisar o caso, interrompendo o julgamento. Com a interrupção de Mendes, a análise foi suspensa, mas a decisão de afastamento continua vigente, e o ministro Dias Toffoli se declarou impedido de participar da votação.