ELEIÇÕES 2026 – PARANÁ – POLÍTICA

Tarcísio refuta acusações de propina relacionadas a doação de campanha

O governador de São Paulo e atual candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se manifestou nesta quinta-feira (3/8) sobre as declarações de Daniel Vorcaro, que vinculou uma doação de R$ 2 milhões à sua campanha em 2022 a um suposto esquema de propina. Tarcísio afirmou que as alegações são absurdas e "beiram o ridículo".

As afirmações de Vorcaro, que foram apresentadas em propostas de delação premiada, sugerem que doações feitas por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, para as campanhas de Tarcísio e de Jair Bolsonaro (PL) foram fruto de um acerto de propina. Na proposta, as doações eram descritas como "contrapartidas financeiras" combinadas com Gilberto Kassab (PSD) para garantir que, caso eleito, Tarcísio mantivesse em operação o consignado do Credcesta, vinculado a uma empresa do Banco Master.

Durante um evento em Indaiatuba, no interior de São Paulo, Tarcísio reagiu às acusações com veemência, afirmando que é inverossímil pensar que ele ou o presidente Bolsonaro buscariam qualquer tipo de favorecimento. O governador ressaltou que a PKL, empresa que operava o Credcesta, foi credenciada a atuar no estado durante a gestão de João Doria, então no PSDB, e que cumpria os requisitos do Banco Central.

"No estado de São Paulo, existem 217 instituições que realizam consignação. O que existe é um credenciamento, e quem cumpre os requisitos do Banco Central é autorizado a operar. Não se trata de um contrato com o estado", explicou Tarcísio, acrescentando que a autorização para a operação da empresa foi revogada assim que o Banco Master foi liquidado.

Além disso, o governador reiterou que nunca teve contato com Vorcaro ou Zettel e qualificou as insinuações como um absurdo. A declaração de Tarcísio ocorreu em um momento em que Kassab, que também estava presente no evento, negou qualquer envolvimento em irregularidades relacionadas às doações. Kassab, que é candidato à vice-presidência na chapa de Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que nunca apoiou Bolsonaro e pediu uma apuração das acusações, considerando-as fantasiosas.

Os dois políticos estavam juntos no lançamento da candidatura a deputado estadual de Rogério Nogueira (PSD). Apesar de seu apoio à reeleição de Tarcísio, Kassab e o governador tiveram desavenças recentes, principalmente após Kassab não ser escolhido como vice na chapa, sendo sucedido por Felício Ramuth (MDB). Após sua saída do governo, Kassab foi indicado como vice na candidatura de Caiado ao Palácio do Planalto.

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