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MPDFT solicita ações para reduzir fila de pacientes na ortopedia do DF

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou que a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) apresente um plano de ação com o objetivo de aumentar a oferta de vagas para consultas na especialidade de ortopedia, em particular para casos relacionados à coluna. Atualmente, 25.658 pessoas estão aguardando atendimento, conforme dados da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus).

A recomendação, feita pelo promotor de justiça Clayton Germano nesta terça-feira (2/9), sugere a realização de uma nova triagem, além da qualificação e atualização da classificação dos casos de risco. Essa ação deve ser realizada por meio dos Ambulatórios de Ortopedia Geral, dos Ambulatórios de Ortopedia e das Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Além disso, o documento destaca a necessidade de identificar e separar os casos que requerem tratamento não cirúrgico daqueles que precisam de intervenção cirúrgica. Também é solicitado que seja indicada a unidade ou estabelecimento de saúde responsável pela continuidade do cuidado e do tratamento dos pacientes.

Clayton Germano enfatizou a urgência da contratação de novos médicos para atender à alta demanda na rede pública, que se deve ao aumento de acidentes, ao envelhecimento da população e ao crescimento do número de pessoas dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS). "A Secretaria de Saúde tem um número enorme de pacientes aguardando consultas e cirurgias ortopédicas em prontos-socorros lotados, devido ao aumento exponencial de acidentes de trânsito, envelhecimento da população — com queda da própria altura das pessoas mais idosas —, empobrecimento e perda de plano de saúde particular. Por isso, é necessária a contratação de novos médicos ortopedistas e anestesiologistas para realizar as consultas e cirurgias, respectivamente", afirmou.

Dentre os pacientes que aguardam atendimento, mais de 1,5 mil estão classificados como risco vermelho, o que significa que necessitam de avaliação médica urgente ou atendimento de emergência. A solicitação mais antiga registrada por um paciente data de julho de 2025.

Outros 21 mil pacientes estão classificados como risco amarelo, enquanto cerca de 2 mil são considerados de bandeira verde, com o caso mais antigo registrado em janeiro de 2020. O prazo estabelecido para que a Secretaria de Saúde atenda a recomendação do promotor Clayton Germano é de 10 dias.

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