As buscas por vítimas das enchentes e deslizamentos de terra na fronteira do Nepal com a China completam quatro dias neste domingo (30/8). As autoridades locais informam que mais de 3 mil pessoas estão desaparecidas, enquanto o número de mortos subiu para 750, sendo 734 no Nepal e 16 na China.
O desastre foi desencadeado pelo colapso de uma geleira, que resultou em um deslizamento de lama no Himalaia, elevando o nível das águas e causando destruição em larga escala. A Cruz Vermelha estima que mais de 9 mil pessoas tenham sido afetadas pelo evento. Até o momento, as autoridades de gestão de desastres do Nepal realizaram 7.514 resgates.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, descreveu o deslizamento de lama como o “desastre mais grave” dos últimos anos. Ele ressaltou que as operações de resgate enfrentam um nível sem precedentes de dificuldade e complexidade, conforme veiculado pela emissora estatal CCTV.
No Nepal, o Conselho de Turismo relatou que mais de 400 turistas estão desaparecidos. A polícia local informou que moradores e equipes de resgate têm buscado áreas mais elevadas devido à subida do nível do rio Trishuli, provocada por novas chuvas, o que gera preocupação de novas inundações na região.
As operações de resgate foram suspensas em várias ocasiões desde sexta-feira (28/8) devido ao mau tempo e ao receio de que um lago formado pela tragédia pudesse causar mais inundações. Drones identificaram um deslizamento de terra no final de sábado (29/8), e os esforços de resgate agora se concentram em centenas de pessoas que podem estar retidas em túneis de usinas hidrelétricas.
A destruição na infraestrutura é significativa, com cerca de duas dezenas de pontes completamente destruídas, complicando o transporte e a comunicação na área afetada. Em resposta aos estragos, o governo do Nepal solicitou à Índia e à China que antecipem a reabertura de rotas de transporte e comunicação nas áreas afetadas.